Quando estiveres triste olha para o ceú, e vais ver que existe uma linda estrela a brilhar só para ti

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Out 07


Criança que és bela,
Sem nome nem raça...
És um ser que passa
Nesta vida singela...


I
Beldade inocente,
O sofrimento a consome...
Sem rumo, com fome
Na sociedade doente...
Dizem que és gente
Sem norte nem estrela...
Esta criança é aquela
Que não tem futuro...
Mergulhada no escuro,
Criança que és bela...

II
Tão terna, tão pura,
Tão cheia de vida...
De cabeça erguida
Derrama frescura...
Segue esta aventura,
Cresce na morraça...
Na rua e na praça,
À chuva e ao frio...
É só um vadio
Sem nome nem raça...

III
Não sabe brincar,
Tem outro juízo...
Falta-lhe o sorriso
Para se alegrar...
Já farto do azar
Que sempre o
abraça...
É gente
sem graça
Que é ignorada...
Consciência pesada,
És um ser que passa...

IV
Passa pelo mundo
Que é tão desigual...
Ou é marginal,
Ou é vagabundo...
É sempre segundo,
Eterna mazela...
Chora na viela
Pelo que não tem...
É sempre ninguém
Nesta vida singela...


António Prates
(In Sesta Grande)
publicado por MundoAsVoltas às 12:25
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